PERIPÉCIAS DE UMA MENTE INSANA

Eu sei que esse é só mais blog, dentre milhares que existem por aí. Com certeza ele não é o mais interessante, muito menos o mais bem feito e bem escrito. Eu sei também que ele é escrito por uma pessoa comum, como milhões que estão espalhadas nesse planeta. Sinceramente, não vejo nenhum motivo forte que possa convencê-lo a ler esse blog. Talvez quando eu descobrir, eu te conto.

terça-feira, 4 de agosto de 2009


" Não quero sugar todo seu leite; nem quero você enfeite do meu ser; Apenas te peço que respeite o meu louco querer. Não importa com quem você se deite, que você se deleite seja com quem for; Apenas te peço que aceite o meu estranho amor. Oh! Mainha deixa o ciúme chegar, deixa o ciúme passar e sigamos juntos. Oh! Neguinha, deixa eu gostar de você prá lá do meu coração, não me diga nunca, não. Teu corpo combina com meu jeito, nós dois fomos feitos muito pra nós dois. Não valem dramáticos efeitos mas o que está depois. Não vamos fuçar nossos defeitos, cravar sobre o peito as unhas do rancor; lutemos mais só pelo direito ao nosso estranho amor. ♪ " Caetano Veloso


Por um momento pensei que estava tudo sob controle. Pelo menos deveria estar...
Passei a maior parte da minha vida tentando me convencer de que possuo autonomia sobre os meus sentimentos. Piada. Ao mesmo tempo em que tento driblar a verdade, ela dá um jeito de aparecer, nítida e cruel, desmoronando todos os castelos de areia que eu teimo em construir.
Não nasci para incógnitas e joguinhos. Destesto isso! As pessoas perdem tempo arquitetando movimentos, elaborando planos, iludindo com superficialidades. Pra quê? Pra saírem ilesas de uma coisa na qual nem chegaram a tomar conhecimento? Pra não aprofundar o que já pode estar suficientemente profundo, pro outro? Ou simplesmente, a maioria esquece o quanto é vulnerável aos prazeres mundanos, e opta por entregar-se à eles de maneira intensa, mas efêmera? Não existe uma resposta. Eu mesma, apesar de abominar os 'joguinhos', me faço valer deles quando não há outra solução. Já chorei muito e já fiz chorar bem mais. Hoje, tento manter viva a minha essência, acima de tudo. Mesmo que às vezes pareça impossível distinguí-la dentro de mim, procuro manter-me fiel à meus princípios. E um deles sempre esteve claro, apesar da teimosia exacerbada: o que eu não posso ter, sei que não é pra mim.

Relacionamento é um troço complicado. Não pensava que crescer fosse tão difícil.

4 comentários:

Diogo Diarone disse...

Crescer tbm é aprender a lidar com esses sentimentos, essas incoerencias do nosso ego.

Deve existir uma fase da vida onde se distingui: viver para sempre em jogos ou parar e entregar as cartas.

E o probelam nunca é o jogo, é a forma como se joga.

rootsonE disse...

Concordo. Mas partindo do princípio do que é um jogo, chegamos ás regras, que dizem ser obrigatório apenas um vencedor. Por isso não gosto deles. Por isso preciso deles.

Diogo Diarone disse...

PRefiro quando o jogo da empate :p

Lz. disse...

muito bonito o texto, amore. A vida, por si só, já é um jogo. Não tem como evitá-los nem nos relacionamentos, nem em nada. O negócio é sempre estar no jogo. Vai dizer que não é bom de vez em quando? ahsushausahuashas

te amo, linda ;*

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