PERIPÉCIAS DE UMA MENTE INSANA

Eu sei que esse é só mais blog, dentre milhares que existem por aí. Com certeza ele não é o mais interessante, muito menos o mais bem feito e bem escrito. Eu sei também que ele é escrito por uma pessoa comum, como milhões que estão espalhadas nesse planeta. Sinceramente, não vejo nenhum motivo forte que possa convencê-lo a ler esse blog. Talvez quando eu descobrir, eu te conto.

domingo, 23 de agosto de 2009

Parece-me impossível um blog ser impessoal.

Me vejo perdida com as palavras. Alguns anos atrás, eu dificilmente passava por uma situação e deixava de registrá-la no papel, por mais simples que fosse. Hoje percebo que deixei essa habilidade adormecida durante muito tempo, o que dificulta uma retomada de supetão. Porém, o que me deixa mais inquieta não é apenas o fato de ter deixado essa aptidão de lado, e sim de ter abandonado muitas outras, que fazem parte da minha essência.

A necessidade de expressar o que eu sinto não desapareceu, apenas perdeu um bocado da força que tinha. Pode ser que o tempo tenha me ajudado a lidar com os sentimentos de uma maneira menos abrupta, mais madura. Os conflitos internos muitas vezes perdem a importância e dão lugar aos problemas da vida real. Não há tempo para indagações, antigamente tão constantes, do tipo ' da onde vim; pra onde vou...'. Parece até engraçado pensar nessas filosofias hoje em dia.

Adquirir um certo ritmo de vida -geralmente que nos é imposto- é totalmente necessário para a sobrevivência. Vivemos em uma sociedade que nos devora sem percebermos, impondo opiniões, valores na maioria das vezes corrompidos e padrões que não correspondem com o da maioria. Será que é preciso futilidade para ser feliz? Será verdade mesmo que só encontrarei a felicidade quando finalmente possuir o status de vida que considero ideal e invejável?

Indagações sinistraaaaas... haha. Todos sabem responder, de acordo com o seu ponto de vista. Desisti de encontrar as respostas certas. Posso dizer que amanhã inicio no curso de Biotecnologia, um dos curso que sempre sonhei. Talvez não corresponda as minhas expectativas, mas confesso que viso muito uma estabilidade economica, a longo prazo. Experimentar um pouco esse mundo de futilidades não me parece de todo uma má ideia. E quanto ao quesito felicidade, posso afirmar que uma simples companhia me fez feliz nesse final-de-semana. Talvez não tão simples, mas com certeza muito feliz. ♥


STATUS:
ouvindo: Marley e The Waillers, Natiruts, Alma d´jem, Mato Seco, coisinhas leves.
lendo: artigos de biologia e resumos de química.
sentindo: alegria, euforia, expectativas mil, vontade de ficar perto e um talvez um pouco do que eu possa chamar de paz.
preocupada com: futuro (não vale). Acredito que com uma compreesível falta de tempo.

sábado, 15 de agosto de 2009

Impressionante a fugacidade da vida! O que ontem era imprescindível, hoje já perdeu o sentido. E eu insisto em me perguntar, por quê? Não há uma resposta, mesmo assim persisto na dúvida. Procurar resoluções que não existem é o que me mantém viva ultimamente. Porém, toda essa abstração me consome... ás vezes largo de mão.

Gosto dessa liberdade de poder largar as coisas de mão quando bem entender. Me sinto mais leve por não precisar carregar alguns pesos extras, além dos meus próprios.

Fiquei 'dando pulinhos' com um certo acontecimento, e no dia seguinte, passei as tardes cabisbaixa por uma doença na família. Nunca gostei dessas fugas de controle.


STATUS
ouvindo: relíquias de The Doors e Nei Lisboa, encontradas recentemente.
lendo: 'On the road' e metade da minha super.
vendo: talvez algumas meias velhas e desbeiçadas que já não uso mais.
sentindo: preocupação, medo, euforia, vontade de não fazer nada. Nem um post decente.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Prometo não falar mais de mim.

São tantos os assuntos que passam dentro de mim durante cada segundo do meu dia, que até escrever aqui fica difícil. Sim, porque tamanha a variedade de situações e conexões cerebrais, os neurônios esgotam-se rapidamente. Eles ficam tão, mas tão carregados, que as sinapses já nem se apresentam mais: invadem o pensamento, se tornam donatárias de um lote do cérebro e ali se instalam. Tudo isso é claro, numa fração de segundo. Não sei especificar o tempo em que os pensamentos vem e voltam, muito menos consigo descrever o motivo para que eles ocorram. O fato é que por pensar em tantas coisas em tão pouco tempo, fica difícil eleger o assunto mais importante para ser abordado aqui. E acabo por não tratar de nada.

Então... (ficou difícil de entender o parágrafo aí de cima né? concordo, as vezes minha mente é tão abstrata que fica trabalhoso retratar mesmo. Mas eu juro que sou normal! :P) decidi que por tempo indeterminado escreverei apenas banalidades no meu blog. Coisas do tipo o que fiz na semana, de legal :D ou que gostaria muito de ter feito ou que eu pensei, repensei e guardei a essência do 'teto' haha.

É imprescindível que o ser humano fique em contato com a arte, e isso deveria ser algo vital. Desde que a sociedade começou a se desenvolver, a arte foi uma das primeiras manifestações do homem. O período Neolítico e sua arte rupestre, provam que o homem já manifestava concretamente - mesmo que de maneira rudimentar - a sua imaginação e o registro de suas atividades comuns. Sou convicta de que criar seja a habilidade mais sublime e perfeita que nós possuímos. Quando se está usando a criatividade, são postas à prova as nossas mais secretas emoções, que só são freadas pelo próprio preconceito. Use e abuse frequentemente dessa ferramenta maravilhosa, e permaneça em maior contato possível com a arte e os benefícios que ela proporciona.

Dicas de coisas, momentos, situações, debates e conversas boas e garantidas:





Não ponho o trailer por acreditar que os melhores filmes são aqueles que não se sabe muito à respeito, escolhe-se meio por acaso e que acabam surpreendendo seus sentidos. Inimigos Públicos parece um filme simples. Ambientado em 1933, o filme retrata a vida do inimigo n° 1 dos Estados Unidos, que ganha a vida assaltando bancos e cometendo crimes interestaduais. O enredo parece bobinho, mas o filme é de um bom gosto supremo. Com efeitos especiais perfeitos e envolventes e com Johnny Depp no papel principal, atuando com maestria e representando um verdadeiro anti herói idolatrado pelo público. Ao perceber certas sutilezas, o enredo bobinho torna-se uma história interessante, com direito a um amor impossível, muita ação e uma sensação de que o valor do ingresso valeu a pena.


Tenho uma outra dica, que foi muito indicada por um amigo, esse que realmente sabe das coisas.






Comecei a ler faz pouco tempo. Na verdade, apenas passei do prefácio umas 22 páginas. Mas já deu pra perceber que coisas boas e loucas me esperam! Tomara que eu curta tanto quanta tanta gente já curtiu. Talvez eu comente sobre as partes mais legais.

Por agora é só, vou dormir tarde de novo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009


" Não quero sugar todo seu leite; nem quero você enfeite do meu ser; Apenas te peço que respeite o meu louco querer. Não importa com quem você se deite, que você se deleite seja com quem for; Apenas te peço que aceite o meu estranho amor. Oh! Mainha deixa o ciúme chegar, deixa o ciúme passar e sigamos juntos. Oh! Neguinha, deixa eu gostar de você prá lá do meu coração, não me diga nunca, não. Teu corpo combina com meu jeito, nós dois fomos feitos muito pra nós dois. Não valem dramáticos efeitos mas o que está depois. Não vamos fuçar nossos defeitos, cravar sobre o peito as unhas do rancor; lutemos mais só pelo direito ao nosso estranho amor. ♪ " Caetano Veloso


Por um momento pensei que estava tudo sob controle. Pelo menos deveria estar...
Passei a maior parte da minha vida tentando me convencer de que possuo autonomia sobre os meus sentimentos. Piada. Ao mesmo tempo em que tento driblar a verdade, ela dá um jeito de aparecer, nítida e cruel, desmoronando todos os castelos de areia que eu teimo em construir.
Não nasci para incógnitas e joguinhos. Destesto isso! As pessoas perdem tempo arquitetando movimentos, elaborando planos, iludindo com superficialidades. Pra quê? Pra saírem ilesas de uma coisa na qual nem chegaram a tomar conhecimento? Pra não aprofundar o que já pode estar suficientemente profundo, pro outro? Ou simplesmente, a maioria esquece o quanto é vulnerável aos prazeres mundanos, e opta por entregar-se à eles de maneira intensa, mas efêmera? Não existe uma resposta. Eu mesma, apesar de abominar os 'joguinhos', me faço valer deles quando não há outra solução. Já chorei muito e já fiz chorar bem mais. Hoje, tento manter viva a minha essência, acima de tudo. Mesmo que às vezes pareça impossível distinguí-la dentro de mim, procuro manter-me fiel à meus princípios. E um deles sempre esteve claro, apesar da teimosia exacerbada: o que eu não posso ter, sei que não é pra mim.

Relacionamento é um troço complicado. Não pensava que crescer fosse tão difícil.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009


Enquanto isso no Senado... o bicho pega! O único e ridículo consolo é ser engraçado paaacas assistir aquela tal Tv Senado. Ok, ok, confesso que me sinto meio estranha por assistir Tv Senado, ms é só umas olhadinhas rápidas e... tchãrãn! Gargalhadas garantidas! Juro! É só ter uma boa dose de bom humor e pouquíssimo sentimento de indiganção. Ok, ok, confesso 2: tá cada vez mais difícil não se indignar.

Simon mete o pau no Sarney - oralmente -; Collor tem a cara de pau de alegar que Sarney está sendo uma vítima da mídia, assim como ele ( ãn? Como assim? Collor no Senado? Vítima da mídia? hahaha aaah sim! Estamos no Brasil! ). Fernado Collor deixa claro que o Senado não irá 'se agachar' para a mídia, esta que já está metendo o pau há mais tempo, nesse bacanau todo. Agora, acompanhe comigo as palavras daquele que já foi chamado de ' caçador de marajás ' na sua campanha eleitoral e que após dois anos de mandato sofreu o primeiro impeachment, naquela que foi a primeira eleição direta do país. Ân? oO' ( Brasil, Brasil...tsc,tsc,tsc onde mais seria?) :

- "Sei o que é isso, porque por isso passei, só que em maior escala. Sei como essas coisas funcionam e como isso tudo é feito, tudo é forjado. Sei como tudo isso nasce, desabrocha e sei a quem interessa que o Senado retire daquela cadeira o presidente que todos nós elegemos”.

Tudo bem que todos concordamos com o poder massivo e influente da mídia, sobre a população. Mas dai a afirmar que tudo 'é forjado' é ignorar e desrespeitar o poder de uma Nação. Logo após, ele fala em ' o presidente que todos nós elegemos ' ? Nós quem?

Por aí é possível se ter uma ideia em que pé as coisas estão. Collor fora da casinha - e eu até agora sem acreditar que ele realmente tenha sido eleito senador - Simon tentando argumentar e ficando com a moral abaixo do c.u do cachorro, Renan Calheiros (quê?? ah não! Eu lembro desse carinha... não teria sido o último presidente do Senado que teve o mandato quaaaase cassado e que só não se cumpriu a justiça por que estamos no Brasil?) metendo o dedo na ferida do Simon, ao falar que o esporte dele era falar mal do Sarney, e afirmar que ele queria ser o candidato à vice de Tancredo Neves pelo PMDB, ainda na transição ditadura-democracia, e não tinha conseguido. Literalmente expôs uma mágoazinha do Simon. Aliás, mágoazinha inha não deve ser né, afinal, pelas palavras de Calheiros, Simon foi apenas rejeitado à ser vice. Ele poderia ter sido DE FATO o presidente da República não fosse a preferência do partido por Sarney , visto que Tancredo morreu antes de tomar posse, e essa foi transferida para José Sarney (talvez alguns lembrem dessa época... ããnn, velhos! :P haha).

O que mais faltava acontecer? Claaaaro, ao menos uma pontinha para a estrela principal da 'farra'. José Sarney, ao ser indagado pela repórter 'se vai renunciar', responde apenas com um arrastado 'nuuuunca penseeeiii', ao melhor estilo baiano. Em seguida entra o repórter do Jornal da Globo ( O Eraldo, aquele que é negro. Aliás, acho que é o único apresentador negro e sério da tv brasileira? exclua portanto Netinho e o 'Domingo da gente' asuiahsiass) classificando Sarney como uma raposa velha do senado.

E o Lula lá? Figurinha repaginada, o nosso excelentíssimo Presidente da República, além de ficar lado a lado com seu arqui-rival Fernando Collor no Senado hoje, pregava verdadeira ojeriza ao atual presidente da República de 1985, ontem. Na época em que Sarney assumiu a presidência, o Lula metalúrgico era aquele Ser grotesco, cheio de pelos pra fora da camisa e barba por fazer, berrando em plenos pulmões, falando em revolução. Hoje, o Lula light não se conforma que a vida do seu mais novo (ou antigo?) amigo, seja exposta ao público, como se ele fosse uma pessoa qualquer. E eu que pensava que justamente a vida de pessoas como ele é que deveriam ser expostas? Devo estar com ideias muito fora de contexto mesmo!

A mídia pegando no pé de Sarney, Collor chamando o povo de troxa, Simon com sua vida sentimental exposta ao público, Lula tirando as dores da raposa velha, num verdadeiro suicídio. 1/4 do Senado contra, 1/4 a favor e metade em casa com medo da gripe suína. Tudo isso com o máximo de polidez possível, com os pronomes de tratamento, tão inúteis até então, bombaando. Não imagina como uma figura pública corrupta pode falar mal de outra, e do seu mais novo tipo de corrupção, usando apenas palavras pomposas e sem xingar a mãe? Liga na Tv Senado, filho! Presença confirmada de adjetivos lascerantes em tom de boemia. Fica aqui a ressalva que isso ocorre no horário de expediente, não pensa não que é no happy hour, com direito à chopp, no final da tarde. Prometi a mim mesma não usar o clichê tudo acaba em pizza. Entretanto, não tive como escapar de outro: só podia ser no Brasil!

sábado, 1 de agosto de 2009


Anarkland


Vem, me dê a mão que eu vou te mostrar um lugar chamado Anarkland.

Situa-se nas proximidades da ilha de Marajó e conta dez mil habitantes.

É um país onde não há governo central, seus cidadãos são seus próprios governos. É muito engraçado, porque todo o habitante lá me diz que cada homem de Anark é o seu próprio país. São dez mil pessoas lá e não tem polícia porque lá não tem ladrão, e o fato de não ter ladrão é que o dinheiro não existe. Individualistas, ultra-anarquismo desenvolvido ao mais alto grau, Anarkland existe com audácia, servindo de exemplo para os demais países da Terra de antiquadas concepções e ideologias políticas. Os demais países não têm absolutamente nenhum interesse economico por Anark (considerado "riscado do mapa" dos governos como "país pobre"). Não processam riquezas minerais, pois cada indivíduo tem seu próprio jardim onde as trocas se promovem entre si. Mantêm felizes os seus homens e os seus valores, que são completamente diferentes dos valores econômicos dos países totalitários, pois não há indústria, dinheiro, exploração, escravidão, loucura, empregados, somente GENTE. E gente não come ouro, petróleo. Gente come o que gente planta. A ilhota tão pequena que o único veículo usado para locomoção são os animais de montaria: cavalos, burros, bois, vacas e curiosas avestruzes gigantes que chegam a fazer 30 quilômetros por hora!!


Vamos neste momento entrevistar um anarkman, sr. Lemmuins.


- Sr. Lemmiuns, o senhor não sente falta de ir a um cinema? Eu soube que não há nada assim por aqui. Diversões públicas...


- Ah,ah,ah. Já fui muito fã de cinema quando eu morava na cidade...mais isso já faz muito tempo. Era quando eu era infeliz, e o cinema foi feito pra uma breve descarga da tristeza em troca de algumas risadas ou entreternimento. Como eu já não sofro, não preciso de paliativos tipo cinema, vê? O sistema autoritário é mais monstruoso do que se imaginava; a busca de desejos, vitrinas, se formar, ser rico, tudo isso não passa de uma tola fuga da infelicidade.


- O Sr. acha possível uma tomada de consciência em massa nesse aspecto? O sistema ruiria em algumas horas se, por exemplo, ninguém saísse de casa? Só por uma hora, que acha?


- Não acho provável, mas eu nunca me preocupei com essa loucura e problemas de escravos desde que eu me mudei pra cá. Desde que me tornei um narkman; se eles são escravos é porque ainda não estão fortes pra sair da escravidão. Que apodreçam em recepções e reuniões pólíticas. Azar.


- Lá essa sua atitude seria tachada de burguês-acomodado-porco-egoísta.


- É possível que você tenha razão. Mas eu não moro lá. Aqui eu SOU.


- Pessoalmente eu não posso sair da cidade. Gosto muito de dinheiro, sr. Lemmiuns. O senhor não se sente nem um pouco confinado? Fora do mundo?


- Que mundo? Aquele desvario antagônico de valores absurdos? Eu sou livre pra partir pra onde eu quiser, mas eu não tenho razão para ir me afogar na lama do seu escravagismo!!!


( Ih, ih, ih! risada nervosa do entrevistador.)


- Desculpe se às vezes eu rio, é que eu acho uma loucura. Eu...


- Aqui nós já sabemos que loucura não é a que está escrita nos dicionários.


- Existe algo semelhante a uma Constituição política? Uma carta, uma orientação geral?


- Não, não há uma regra geral e sim dez mil constituições sob o conceito: " Faze o que tu queres, há de ser tudo da lei" ou " Não existe Deus, senão o homem".



* Texto extraído do livro " O baú do Raul revirado " pelo maior Profeta e Maluco beleza de todos os tempos, Raul Seixas.


** Créditos à uma pessoa muito especial, que largou essa delícia literária nas minhas mãos ♥.



"NÃO SEI ONDE EU TÔ INDO, MAS SEI QUE TÔ NO MEU CAMINHO."






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