PERIPÉCIAS DE UMA MENTE INSANA

Eu sei que esse é só mais blog, dentre milhares que existem por aí. Com certeza ele não é o mais interessante, muito menos o mais bem feito e bem escrito. Eu sei também que ele é escrito por uma pessoa comum, como milhões que estão espalhadas nesse planeta. Sinceramente, não vejo nenhum motivo forte que possa convencê-lo a ler esse blog. Talvez quando eu descobrir, eu te conto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

  Naquela tarde, a menina que tinha todas as vontades do mundo foi arrebatadoramente surpreendida. Realmente, acreditava ser impossível impressionar alguém como ele. Ficou nervosa. Falou um monte de besteiras, e mesmo assim ele riu. Foi como se levasse um choque ao tocar a ponta dos seus dedos, sem querer. Estremeceu, quando de leve encostaram o braço um no outro.
   O mais mágico foi ter sido cortejada, assim, quase sem querer, depois de tanto tempo no anonimato. A insegurança amarga e intrínseca, companheira por toda a vida, deu lugar àquela sensação indescritível que a fez sentir viva novamente. Alimento essencial para a alma, sedução silenciosa e tênue, como se não houvesse pretensão de se tornar real. Afinal, se pudesse, se entregava e agia sem pensar.
   A medida de tempo desapareceu -como sempre acontecia em ocasiões com essa, estava se divertindo, afinal- e o estômago queimou como um rastro de pólvora. Na despedida, dois corações apertados pela sensação do proibido e dois corpos afoitos, na ânsia de desbravar a boca alheia e sentir o gosto do beijo que nunca aconteceu. Cresceu rápido e, monstruosamente, virou a química perfeita, como se a felicidade dependesse daqueles breves instantes de conquista. Desejou mais do que tudo ser invisível, apenas mais uma na multidão, sem ninguém pra explicar o que não tinha explicação. Sem vínculos, sem amanhã, sem antes, apenas estar ali e se deixar levar por aquele toque inebriante, por aquele perfume suave e sincero, por aquele sentimento novo que virou a sua cabeça em poucos instantes.
   Um demorado beijo no rosto, a mão na cintura e o adeus. Até quando? Impossível saber, pois a única certeza que tinha era uma vontade extasiante, que a acompanhou na volta pra casa.

2 comentários:

Anônimo disse...

O amor q te sinto he tanto q aperta sem dó minha garganta e se derrama sem cerimonia pelos meus olhos!Olhos estes atentos,curiosos p saber quem és!Conheço a criança por tras da mulher!Mas e a mulher?Será q me dei ao luxo de conhecer?A resposta he simples...nau!E sei mto bem pq nau quero conhecer a mulher parte desta pessoa tau complexa e única...medo!É sim medo!!!Medo de descobrir q o bebê cresceu!Q tudo aquilo passou acabou!Sabe egoismo,pois bem o mais puro e genuino egoismo!Como posso querer conhecer a mulher e ver com meus propios olhos q ja nau posso tomar conta diretamente desta vida!Já nau he mais minha,só minha...agora pertence ao mundo,aos seus sonhos,seus desejos!
É eu sei perdi!...

Anônimo disse...

GANHEI!!!!
A vida!
A felicidade!
O orgulho!
O amor!
Tudo isso me foi dado qdo descobri a mulher q nau conhecia!A mulher q me dei a oportunidade q descobrir.Ela estava lá todo tempo,mas como um objeto deixado mto a mostra no nosso dia dia deixamos d percebe-lo,deixei d perceber.E o tempo passou.Cresceu e conseguiu ficar ainda mais linda do q ja era.Eu sei pq tenho comprovaçao do q estou falando,a beleza vinha e continua vindo de dentro!Transborda p fora como o amor q lhe sinto transborda pelos meus olhos agora!
Aos poucos vou conhecendo a mulher q se tornou este anjo!Misturando no meu ser toda felicidade do seu existir tento traduzir sentimentos q nau consigo ter por mais ninguem! GOGOI

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