PERIPÉCIAS DE UMA MENTE INSANA

Eu sei que esse é só mais blog, dentre milhares que existem por aí. Com certeza ele não é o mais interessante, muito menos o mais bem feito e bem escrito. Eu sei também que ele é escrito por uma pessoa comum, como milhões que estão espalhadas nesse planeta. Sinceramente, não vejo nenhum motivo forte que possa convencê-lo a ler esse blog. Talvez quando eu descobrir, eu te conto.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Final de semestre, um dez e um teste de Q.I.

Nunca imaginei que a conclusão de um semestre fosse tão tumultuada. Dezenas de provas, centenas de trabalhos e uma infinidade de trocas de horários e datas fizeram do meu primeiro semestre (ai, ai o primeiro a gente nunca esquece!) um verdadeiro campo de batalha. Como não poderia deixar de ser, eu como boa taurina, entrei na guerra pra vencer. E apesar de tanto perrengue, cá estou eu, quase alforriada, ganhando minha anistia tão merecida, podendo colher os frutos do meu esforço... - aff, clichezão master!

Uma das maiores "bad master" desses últimos dias, foi a prova do Enem. Realizado em todo o Brasil, o exame contava com 180 (mel deus) questões objetivas e uma redação, divididos em dois dias, com um total de
4 horas e meia para responder as 90 questões em cada dia. Depois de todas as confusões, como o vazamento da primeira prova e os locais absurdos de prova para os candidatos, o Enem finalmente foi efetuado, sem entusiasmo por parte dos estudantes, e com muitas dúvidas levantadas pelos avaliadores. Foi massante destrinchar aquelas provas, fosse pela capciosidade das perguntas, fosse pela falta de tempo para ler introduções desnecessárias, repletas de dubiosidades que só serviam para confundir o candidato e acabar com a sua paciência.

Os testes de Q.I. surgiram nos Estados Unidos, em uma das épocas mais obscuras da História mundial. Os americanos não poupavam esforços para que apenas uma raça nórdica pura dominasse. Qualquer pessoa considerada fora dos paramêtros por eles estipulados, era dita como débl mental e incapaz, fosse por alguma real deficiência ou apenas uma posição social inferior. Era a chamada Eugenia, que discriminava os mais fracos, impondo-lhes esterilizações forçadas, eutanásia, e mais tarde na Alemanha, as câmaras de gás. Os testes de Q.I. eram realizados pelos comitês eugenistas americanos, para avaliar as condições reais dos intitulados "morons" (expressão para fraco, degenerado, retardado), e dar-lhes a sentença de acordo com seu "grau de inteligência". Porém, os testes tratavam-se apenas de uma maneira racista de excluir os pobres, estrangeiros, deficientes, o chamado "lixo branco", que para os eugenistas não mereciam viver e se reproduzir. Com perguntas fracas, cujo conteúdo em nada correspondia uma avaliação coerente de conhecimento, os testes levavam em consideração tópicos que eram facilmente resolvidos pelos mais abastados, mas que em nada correspondiam com a realidade dos perseguidos. Abordavam temas excludentes, como quem eram os mais famosos artistas da Broadway, as marcas de farinha de trigo mais populares, personagens de anúncios de cigarros, pistas de boliche e outros tantos absurdos.


...qualquer comparação entre o exame do Enem e os antigos testes de Q.I. são mera coincidência.
Será que eu estou tão obcecada pelo tema da Eugenia, que vejo correlações em tudo? oO

  • Finalmente chegou a hora de revelar o que realmente me motivou a escrever esse post, que com toda a certeza deve estar uma porcaria, cansativo pacas e sem fundamento nenhum, a não ser o da minha cachola cheia de minhocas...
Esse ano tive muitas supresas boas, e uma delas foi um mestre que cruzou o meu caminho. Além de excelente professor, se demonstrou uma pessoa excepcional, que merece a minha gratidão e os meus parabéns. Suas aulas foram ministradas de maneira envolvente e impecável, uma verdadeira viagem no conhecimento de um homem que realmente sabe das coisas. Juro que não estou aqui me rasgando em elogios apenas porque ele me deu nota dez no trabalho final :P (hehe) mas sim porque aprendi muitas coisas, e em pouco tempo, mudei uns tantos conceitos que me acompanhavam. Admiro muito quem consegue me fazer refletir e mudar de ideia. :D

Fica a dica de um dos livros mais incríveis que eu já li, e que me proporcionou, além da nota máxima, um aprendizado que jamais me abandonará: "A guerra contra os fracos" de Edwin Black. Quem gosta de História e grandes leituras (o livro tem quase 800 páginas!), não pode deixar de apreciar essa obra envolvente e muito bem acabada. Recomendo mais do que massagem de tigre em dia de prova do Enem! :S


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