PERIPÉCIAS DE UMA MENTE INSANA

Eu sei que esse é só mais blog, dentre milhares que existem por aí. Com certeza ele não é o mais interessante, muito menos o mais bem feito e bem escrito. Eu sei também que ele é escrito por uma pessoa comum, como milhões que estão espalhadas nesse planeta. Sinceramente, não vejo nenhum motivo forte que possa convencê-lo a ler esse blog. Talvez quando eu descobrir, eu te conto.

sábado, 26 de dezembro de 2009

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Preciso deixar que as lágrimas rolem, até que a última delas seja expulsa, e que junto carreguem os meus piores pesadelos. É tão difícil desfazer-me delas de maneira definitiva, pois parecem se multiplicar a todo instante! Não fazem nenhuma cerimônia, vêm à tona nas situações mais inusitadas e não importam-se com o estrago que causam. Apenas escorrem, pesadas, tentando apaziguar um coração turbulento e desatar os nós que se acumulam na alma. Se acaso alimento-as, é com a esperança de que me deixem em paz.



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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Final de semestre, um dez e um teste de Q.I.

Nunca imaginei que a conclusão de um semestre fosse tão tumultuada. Dezenas de provas, centenas de trabalhos e uma infinidade de trocas de horários e datas fizeram do meu primeiro semestre (ai, ai o primeiro a gente nunca esquece!) um verdadeiro campo de batalha. Como não poderia deixar de ser, eu como boa taurina, entrei na guerra pra vencer. E apesar de tanto perrengue, cá estou eu, quase alforriada, ganhando minha anistia tão merecida, podendo colher os frutos do meu esforço... - aff, clichezão master!

Uma das maiores "bad master" desses últimos dias, foi a prova do Enem. Realizado em todo o Brasil, o exame contava com 180 (mel deus) questões objetivas e uma redação, divididos em dois dias, com um total de
4 horas e meia para responder as 90 questões em cada dia. Depois de todas as confusões, como o vazamento da primeira prova e os locais absurdos de prova para os candidatos, o Enem finalmente foi efetuado, sem entusiasmo por parte dos estudantes, e com muitas dúvidas levantadas pelos avaliadores. Foi massante destrinchar aquelas provas, fosse pela capciosidade das perguntas, fosse pela falta de tempo para ler introduções desnecessárias, repletas de dubiosidades que só serviam para confundir o candidato e acabar com a sua paciência.

Os testes de Q.I. surgiram nos Estados Unidos, em uma das épocas mais obscuras da História mundial. Os americanos não poupavam esforços para que apenas uma raça nórdica pura dominasse. Qualquer pessoa considerada fora dos paramêtros por eles estipulados, era dita como débl mental e incapaz, fosse por alguma real deficiência ou apenas uma posição social inferior. Era a chamada Eugenia, que discriminava os mais fracos, impondo-lhes esterilizações forçadas, eutanásia, e mais tarde na Alemanha, as câmaras de gás. Os testes de Q.I. eram realizados pelos comitês eugenistas americanos, para avaliar as condições reais dos intitulados "morons" (expressão para fraco, degenerado, retardado), e dar-lhes a sentença de acordo com seu "grau de inteligência". Porém, os testes tratavam-se apenas de uma maneira racista de excluir os pobres, estrangeiros, deficientes, o chamado "lixo branco", que para os eugenistas não mereciam viver e se reproduzir. Com perguntas fracas, cujo conteúdo em nada correspondia uma avaliação coerente de conhecimento, os testes levavam em consideração tópicos que eram facilmente resolvidos pelos mais abastados, mas que em nada correspondiam com a realidade dos perseguidos. Abordavam temas excludentes, como quem eram os mais famosos artistas da Broadway, as marcas de farinha de trigo mais populares, personagens de anúncios de cigarros, pistas de boliche e outros tantos absurdos.


...qualquer comparação entre o exame do Enem e os antigos testes de Q.I. são mera coincidência.
Será que eu estou tão obcecada pelo tema da Eugenia, que vejo correlações em tudo? oO

  • Finalmente chegou a hora de revelar o que realmente me motivou a escrever esse post, que com toda a certeza deve estar uma porcaria, cansativo pacas e sem fundamento nenhum, a não ser o da minha cachola cheia de minhocas...
Esse ano tive muitas supresas boas, e uma delas foi um mestre que cruzou o meu caminho. Além de excelente professor, se demonstrou uma pessoa excepcional, que merece a minha gratidão e os meus parabéns. Suas aulas foram ministradas de maneira envolvente e impecável, uma verdadeira viagem no conhecimento de um homem que realmente sabe das coisas. Juro que não estou aqui me rasgando em elogios apenas porque ele me deu nota dez no trabalho final :P (hehe) mas sim porque aprendi muitas coisas, e em pouco tempo, mudei uns tantos conceitos que me acompanhavam. Admiro muito quem consegue me fazer refletir e mudar de ideia. :D

Fica a dica de um dos livros mais incríveis que eu já li, e que me proporcionou, além da nota máxima, um aprendizado que jamais me abandonará: "A guerra contra os fracos" de Edwin Black. Quem gosta de História e grandes leituras (o livro tem quase 800 páginas!), não pode deixar de apreciar essa obra envolvente e muito bem acabada. Recomendo mais do que massagem de tigre em dia de prova do Enem! :S


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Carrego uma luz dentro do meu coração. Essa luz me acompanha desde que passei a ter a noção de que meu corpo possui uma alma, e que os dois são uma coisa só. Por muitas vezes, manteve-se estável, num brilho constante e tímido. Esses momentos foram maioria na minha jornada até aqui. Pode ser que não tenha sido a luz ideal, porém o simples fato de saber que ela estava lá, iluminando vagarosamente o meu peito e os meus dias, me deixa plenamente satisfeita.

Em diversas situações, a luz apagou-se. Foram momentos muito difíceis, onde eu tive que procurá-la em qualquer lugar que fosse, menos dentro de mim. Não pude contar com aquele brilho simples e certo, ao qual já havia me acustumado. Mesmo assim, a ausência da luz me fortaleceu. Contribuiu para a formação da minha personalidade, do meu caráter e para que se fixassem todas as nuances que compõem o meu "eu".

Ultimamente, a felicidade me ocupa, pois tenho sentido ainda mais a presença da minha luz. O que por tempos permaneceu quietinha, hoje intensifica minha alegria de viver. Passo os dias maravilhada com o seu brilho, que está renovado e ofuscante. Está tão exuberante, que por vezes parece querer queimar, numa ânsia desesperada de se libertar para viver plenamente e atingir o êxtase da intensidade. Minha luz agora não está só no coração. Espalha-se por todo o corpo, tentando escapar pelos dedos. Tomando forma e adquirindo vida própria.

Mesmo sem procurar, minha luz me dá a certeza que eu encontrei. Os olhos inexplicavelmente magnéticos, que nem em sonhos imaginei, hoje me fitam fascinados, emoldurando a cara de bobo mais linda que eu já vi.

J&T

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eu sempre escrevo um monte de coisas ridículas e sem fundamento, baseadas apenas em fantasias instantâneas que me auxiliam a encontrar o melhor jeito de encaixar as palavras. No entanto, hoje vou deixar a capacidade de interpretação motora rolar solta, torcendo pra que meus dedos consigam registrar no mínimo uma meia dúzia de lapsos, dos 30 milhões que me ocorrem. Todo segundo.

Bom, a primeira coisa que meus estímulos cerebrais conseguem decodificar são os últimos momentos do meu dia. É tão mágico poder olhar as coisas com uma nova visão, poder transformar o pensamento a cada instante, e sem mais delongas, poder usufruir de uma boa dose de felicidade despreendida, sem preconceitos, pudores ou vergonhas. Preocupar-se apenas em ser o que tu quiser ser, em falar o que tu quiser falar. Nunca mais prender-se pelo que não vale a pena, muito menos deixar de falar o que tanto quis, mesmo querendo pedir desculpas sem ás vezes nem precisar. Poder desejar a amizade de alguém logo de cara, de muita gente, da maioria que cruza o teu caminho e que demostra ter, no mínimo, umas manias curiosas e uns cinco enigmas por ano.


Dia 06.11.2009 - 2° Simpósio de Hepatologia Clínica e Experimental - Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Centro de Pesquisas.

Eu sempre soube que meus colegas são legais... um monte de gente inteligente junto só pudia resultar numa master concentração de energias e pensamentos, que hoje se misturaram com taças de Chandon Brut, muito alto astral e risadas.

E além de todas esses acontecimentos memoráveis na sexta, quinta-feira foi o melhor dia de todos os meses daqui em diante (até a aprovação do vestibular). Num mesmo período de 24 horas, consegui visitar duas pessoas que eu amo, daquelas profundas mesmo, que só de pensar o coração já aquece. E em seguida, vivi, finalmente, a concreta confirmação de que posso ser muito mais feliz do que imaginei um dia, se por acaso o destino me permitir tal intento. Sim, vivo de paixões. E sempre gostei mais das duradouras.

domingo, 1 de novembro de 2009

Na ilha da magia...







Já ouvi muitos dizendo que a melhor parte de uma viagem é a volta pra casa... haha doce ilusão! Tratando-se da ilha, ao primeiro sinal que a ponte Hercílio Luz se aproxima, fica claro que a última coisa que se deseja é ir embora.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mais uma dose? É claro que eu tô afim!

amo essa imagem!


Quando a gente conversa / contando casos, besteiras / Tanta coisa em comum / deixando escapar segredos / E eu nem sei que hora dizer, me dá um medo

E até o tempo passa arrastado / só pra eu ficar do teu lado / você me chora dores de um outro amor / se abre e acaba comigo / E nessa novela eu não quero ser teu amigo

Eu já não sei se eu tô misturando / ah, eu perco o sono! / Lembrando em cada riso teu qualquer bandeira / Fechando e abrindo a geladeira a noite inteira


É que eu preciso dizer que te amo/ te ganhar ou perder sem engano / É que eu preciso dizer que te amo, tanto.



Como proceder diante de uma situação inusitada e deveras inédita? Relacionamentos não acompanham manual, e ainda se os mesmos existissem, eu como uma boa revolucionária seria a primeira a prender-lhes fogo. Não gosto de jogos, não sigo as regras e provavelmente não sou a mulher perfeita pra você. Entenda por quê:

Frequento
estádios de futebol, falo palavrão, gosto de ouvir música alta e dançar na sala, sem ritmo, xacoalhando os braços e as pernas. De vez em quando esqueço de fazer as unhas, passo o dia inteiro fora de casa, ando de ônibus, não ganho carona do meu pai e caminho afú. Leio histórias em quadrinhos, gosto de poesia e música popular brasileira. Sou fã do Raul, da Janis e do Jim (exaaaatamente! Sim, meus heróis morreram de overdose), detesto modinhas, tenho minhas próprias leis e fujo do que é comum. Sou nerd, não vivo sem leituras, gosto de política e filosofia e não tenho problemas em passar o final de semana estudando. Faço terapia uma vez por semana, mas não tenho problemas psíquicos graves. Amo ciência, animais, plantas, natureza, células, bactérias e protozoários. Acredito que a complexidade dos vírus, muitas vezes, supera a de muitas pessoas. Não tenho frescuras, mas sou delicada quando me convém. Sou carente e me entrego fácil demais, rápido demais e depois enjoo demais. Baladas não me atraem, prefiro uma sinuca com meia dúzia de amigos, um som e umas bebidinhas. Não cultuo a minha forma, passo longe do padrão de beleza, porém nunca tive nenhuma cárie mesmo comendo qualquer coisa e em grande quantidade. Preciso da minha familia pra tudo, sinto falta dos meus irmãos e da minha adolescência (pausa dramática: não acreditooo que finalmente estou deixando de me intitular "a adolescente" e assumindo "a jovem adulta" rá). Nunca levarei uma vida pacata, pois amenidades não me atraem. Sou do tipo que assume a frente das situações, não tenho -nenhuma- vergonha de falar em público, nem de conhecer gente, nem de pagar vale e nem de nada. Não construo minha personalidade baseada na opinião dos outros, embora acredite muito no valor das palavras e constantemente mude meus julgamentos de acordo com algo que ouvi e concordei. Já tive problemas graves, mas nunca deixei de sorrir. Dou risada por qualquer motivo, defendo meus ideais e tive que lutar muito por tudo que eu tenho hoje (não é muita coisa, mas foi batalhado haha). Nunca ganhei nada "de bandeja", e me orgulho demais disso. O que sou hoje nada tem a ver com o que fui, ou com o que serei daqui há um ano. Falo sozinha, comento coisas sem sentido que geralmente só eu vejo. Vivo apaixonada pela vida. Me sinto bem fazendo mil coisas ao mesmo tempo, ainda que sejam chatas e que eu esteja com sono. Gosto de escrever, de fazer carinho em animais de rua, de tomar chimarrão na beira do rio e fazer outras coisas politicamente incorretas. Tudo o que a maioria das mulheres não gosta me atrai, menos mulheres. Sou uma eco chata, não levo desaforo pra casa, falo antes de pensar, e digo mesmo. Tenho pouca tpm, embora chore por qualquer coisa. Pouquíssimas pessoas conhecem o que há por trás da tão alegre e engraçada roots. Talvez seja só mais um pouco de alegria e felicidade quase paranóica, afinal nem a Larissa sabe. Constantemente tento controlar minhas emoções, afinal, o mundo não está acustumado com tanta intensidade e muito menos com mulheres independentes.

Apesar da efusiva anormalidade, qualquer migalha me faz feliz.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sempre esqueço que esse blog é de 'domínio público' e que eu tô me ferrando expondo a minha insanidade aqui. O bom é que eu sempre fui boa pra enfeitar, e isso dá uma certa credibilidade pro blog e tals, um status de tchãnãnãm, essa mina é escritora :O, respeitável, o blog da loka é quase um best seller haha... não importa o tamanho do besteirol publicado aqui, sempre vai ter um curioso(a) pra ler, rir, concordar ou achar uma merda.


Eitaaaa! Tava louca pra vir descarregar minhas energias aqui!! É lastimável que as atribulações cotidianas me deixem afastada das pequenas e verdadeiras coisas que me fazem feliz! Escrever me faz feliz! Muito mesmo. Alivia a pressão e, consequentemente, acalma meu ego, esse que ultimamente anda extremamente turbulento.


Entre tantos qustionamentos internos, concentrações de soluções, vidrarias e uma cambada de ligação fosfodiéster e glicosídica (sem falar na Eugenia), ainda consigui arranjar tempo e energia pra me dedicar a mais um dilema! E esse é um daqueles profundos, beeeem complicados. Bad master.

Começo a perceber que a tentativa de manter-me no controle da situação é absolutamente impossível, se não inútil. Essa observação pode levar a inúmeras interpretações, portanto, deixo claro o seguinte pressuposto: é mais fácil acreditar que uma pedra tenha sentimentos, a acreditar na sinceridade de um homem.

Entretanto, por mais ciente que eu esteja perante a situação e as minhas convicções, a bandida da teimosia (que essa criatura que lhes escreve possui em demasia) sempre vence. É aquela história de ãnnn... dessa vez vai ser diferente! Ele parece estar falando a verdade... ou até mesmo uma paixonite aguda, fundamentada numa birra sem propósito, tão comum de uma roots.

Engano a mim mesma, sempre. Fato.
Sou apaixonada por paixões. Fato.
Paixões duram o tempo suficiente pra que possamos nos divertir um pouco. Justo.
Acredito em tudo o que me dizem, em vida após a morte, e que um dia encontrarei uma paixão duradoura, minha alma gêmea. Sonho.
Serei uma cientista renomada. Próximo
Ganharei um prêmio Nobel. Distante.
Nunca me senti verdadeiramente livre. Dúvida.
Tenho um monte de ideias na cabeça, pouco tempo pra colocá-las em prática e mais uma infinidade de ideias pra descobrir. Fato.
Meu blog é uma merda. Fato.